Por Karina Brum
Com o envelhecimento, podem ocorrer mudanças no desejo sexual, no tempo de excitação e na recuperação entre as relações. Essas experiências variam entre os homens e não significam, por si só, deficiência hormonal. A pressão para manter a disposição e o mesmo desempenho sexual em todas as fases da vida pode gerar ansiedade, vergonha e sensação de inadequação.
Cansaço, irritabilidade, desânimo, dificuldade de ereção e redução da libido merecem atenção, mas não devem ser automaticamente atribuídos à testosterona. São manifestações que também podem envolver depressão, ansiedade, sono inadequado, medicamentos, doenças físicas e dificuldades no relacionamento. Desejo e ereção dependem da interação entre corpo, emoções e contexto de vida.
É importante lembrar que a testosterona não é uma solução universal para sofrimento emocional, baixa autoestima ou insatisfação sexual. Usar testosterona sem indicação pode reduzir a fertilidade, elevar a pressão arterial e aumentar excessivamente os glóbulos vermelhos. Além desses riscos, atribuir todo sofrimento a um hormônio pode deixar sem cuidado questões emocionais e relacionais importantes. O mercado erótico, atento a essa necessidade, desenvolveu produtos à base de plantas medicinais que melhoram naturalmente a qualidade da ereção, aumentam a energia e disposição física e tem baixíssimos efeitos colaterais físicos e psicológicos.
Cuidar da saúde mental e sexual masculina é ampliar as possibilidades de bem-estar, prazer e intimidade, sem transformar o envelhecimento em doença ou a masculinidade em uma prova permanente de desempenho.
Beijos da Ka,












