Por Karina Brum
Nem sempre a dificuldade de intimidade está relacionada à falta de amor ou desejo. Em muitos casos, experiências emocionais dolorosas fazem o cérebro e o corpo desenvolverem mecanismos de proteção. Traumas emocionais podem surgir de diferentes situações:
- relacionamentos abusivos;
- rejeição intensa;
- humilhações;
- violência psicológica;
- abandono;
- críticas constantes;
- experiências sexuais negativas;
- ou infância emocionalmente insegura.
Quando uma pessoa vive sofrimento intenso, o cérebro passa a interpretar determinadas situações como ameaça. Isso pode afetar diretamente a capacidade de relaxar, confiar e se conectar emocionalmente. Na intimidade, isso pode aparecer como:
- dificuldade de se entregar emocionalmente;
- medo de vulnerabilidade;
- bloqueio sexual;
- ansiedade durante relações;
- desconexão do prazer;
- hipervigilância;
- necessidade excessiva de controle;
- afastamento afetivo.
Atendo muitas mulheres que realmente acreditam que existe “algo errado” com elas, quando na verdade, o corpo dela está apenas se defendendo. A neurociência mostra que trauma não fica apenas na memória racional. Ele também influencia respostas corporais automáticas, emoções e percepção de segurança.
Por isso, intimidade saudável depende não apenas de atração física, mas também de segurança emocional. Relacionamentos acolhedores e terapia para desenvolvimento de regulação emocional podem ajudar o cérebro a reconstruir sensações de confiança e conexão.
É importante entender que cura emocional não significa apagar experiências difíceis. Significa reduzir o poder que essas experiências têm sobre a vida presente.
Beijos da Ka,












