A Gen Z está fazendo menos sexo… e os sextoys podem ser o motivo 👀

A Gen Z está fazendo menos sexo… e os sextoys podem ser o motivo 👀

A chamada “recessão sexual” da Geração Z já virou tema de pesquisas no mundo inteiro — e os números estão chamando atenção. Jovens estão fazendo menos sexo, iniciando a vida sexual mais tarde e até demonstrando menos interesse em relacionamentos tradicionais. Mas existe um detalhe importante nessa história: o prazer não desapareceu. Ele apenas mudou de formato.

Uma nova pesquisa francesa revelou que mulheres jovens estão trocando parte das experiências sexuais compartilhadas pelo prazer solo, pela masturbação e pelo uso de sextoys. O fenômeno mostra uma transformação profunda na forma como a nova geração enxerga intimidade, desejo e satisfação sexual.

Menos sexo casual, mais prazer individual

Os dados apontam que a Gen Z está vivendo menos experiências sexuais do que gerações anteriores. Ao mesmo tempo, cresce o número de jovens que afirmam não sentir necessidade de manter relações frequentes para se sentirem satisfeitas.

E isso não significa falta de libido.

Na prática, muitas mulheres estão descobrindo que conseguem explorar o próprio prazer de forma mais confortável, segura e livre de pressão emocional através do prazer solo. Vibradores, sugadores e estimuladores íntimos passaram a ocupar um espaço muito maior dentro da rotina de autocuidado e bem-estar feminino.

O boom dos sextoys entre os jovens

Enquanto o sexo a dois desacelera, o mercado erótico vive o movimento contrário. O consumo de sextoys cresce especialmente entre mulheres de 18 a 29 anos, impulsionado pela naturalização da masturbação feminina e pela popularização de conteúdos sobre sexualidade nas redes sociais.

Hoje, o sextoy deixou de ser visto como um produto “substituto” de parceiros e passou a representar autonomia sexual, descoberta corporal e liberdade de prazer.

Além disso, a nova geração valoriza cada vez mais experiências sem cobranças emocionais, sem jogos afetivos e sem a pressão das relações tradicionais. O prazer individual aparece como algo mais prático, acessível e até mais confortável para muitos jovens.

Por que a Gen Z está fazendo menos sexo?

Especialistas apontam vários fatores por trás da chamada recessão sexual:

  • Ansiedade e saúde mental;
  • Excesso de estímulos digitais;
  • Hiperconexão nas redes sociais;
  • Medo de frustração emocional;
  • Mudanças na forma de se relacionar;
  • Valorização do autocuidado;
  • E maior independência sexual feminina.

Ao contrário do que muita gente imagina, a Gen Z não abandonou o prazer. Ela apenas está redefinindo como deseja viver sua sexualidade.

O sexo mudou — e o mercado erótico percebeu primeiro

O crescimento do prazer solo já impacta diretamente a indústria erótica mundial. Produtos voltados para bem-estar íntimo, tecnologia sensual e experiências personalizadas estão em alta justamente porque acompanham essa mudança de comportamento.

A sexualidade da nova geração parece menos baseada em obrigação social e mais focada em conforto, autonomia e satisfação pessoal.

E talvez seja exatamente por isso que os sextoys tenham deixado de ser apenas acessórios para se tornarem protagonistas da nova revolução sexual.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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