Conexão neuroafetiva: quando cérebro, emoção e vínculo trabalham juntos.

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Conexão neuroafetiva: quando cérebro, emoção e vínculo trabalham juntos.

Por Karina Brum

A conexão neuroafetiva é um conceito que une:

  • neurociência;
  • afetividade;
  • vínculo emocional;
  • e funcionamento psicológico.

Esse termo explica como nosso cérebro reage emocionalmente às relações humanas. E é muito importante relembrar que sexo não é “só sexo”. Dentro de qualquer experiência que tenha o mínimo de intimidade, carinho, toque, acolhimento e prazer, o cérebro irá liberar substâncias químicas importantes, que resultaram na sensação de alegria, prazer, relaxamento e satisfação. Essa química do prazer, nada mais é do que a produção e liberação de: ocitocina + dopamina + serotonina + as endorfinas. Esses neurotransmissores estão diretamente ligados aos sentimentos:

  • da sensação de prazer;
  • dá segurança física e emocional;
  • do apego;
  • do relaxamento;
  • da motivação;
  • e do vínculo afetivo.

Mesmo sendo “só sexo casual”, nossa mente precisa que o ato, o momento seja saudável –  e isso irá gerar antecipadamente: 

  • maior sensação de segurança;
  • diminuição da ansiedade relacional;
  • fortalecimento do apego seguro;
  • e maior sensação de pertencimento emocional.

Por isso a importância das relações sexuais, casuais ou não, serem construídas em solos abundantes de diálogos, consenso e respeito mútuos. 

A conexão neuroafetiva comprova que o ser humano não vive a intimidade apenas pelo corpo — ele vive também pelo sistema emocional e neurológico.

Em uma linguagem mais direta: nosso cérebro precisa sentir segurança para que o corpo consiga relaxar verdadeiramente. Se nossos instintos de luta ou fuga forem ativados fora de contexto ou antecipadamente, fica muito mais difícil (ou quase impossível) de relaxar e aproveitar o momento.

Confiança é a base para uma transa intensa, inesquecível e orgástica. 

A nossa sexualidade se movimenta com a contemporaneidade, e por isso, prover apenas estímulo físico não sacia, nem a sede nem a fome. 

Nós somos seres humanos com capacidade neural desconhecida – não podemos nem devemos nos limitar sempre ou somente a mesmice. Nossa jornada rumo ao prazer merece ser banhada por experiência emocional, por vivência psicológica para consolidarmos nossas sensações e memórias dentro dessa perspectiva neuroafetiva.

Beijos da Ka,

Karina Brum é psicóloga e sexóloga. E tem como propósito desmistificar tabus, preconceitos socioculturais e crenças limitantes, oferecendo ferramentas que libertem a pessoa para seguir sua vida de forma singular. Além de falar sobre as demandas sexuais e da sexualidade humana, de forma divertida, científica, às vezes meio irônica, porém sempre muito sensata.

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