Você provavelmente está usando camisinha do jeito errado

Você provavelmente está usando camisinha do jeito errado

A maioria das pessoas acredita que sabe usar camisinha. Afinal, parece simples: abrir, colocar e pronto.

Só que não.

Pequenos erros extremamente comuns podem aumentar o risco de rompimento, vazamentos e perda de proteção — e muita gente repete esses hábitos há anos sem perceber. O mais curioso? Alguns desses erros acontecem justamente na tentativa de “fazer tudo certo”.

Inspirado em um artigo publicado pela VICE, reunimos os deslizes mais comuns que acontecem na hora H.

1. Colocar a camisinha tarde demais

Tem gente que inicia a relação sem preservativo e coloca a camisinha apenas perto da ejaculação.

O problema é que os fluidos liberados antes do orgasmo também podem transmitir ISTs e causar gravidez. A proteção começa desde o primeiro contato — não apenas “na hora final”.

2. Não apertar a ponta antes de desenrolar

A famosa pontinha da camisinha não está ali à toa.

Ela serve para armazenar o sêmen e evitar excesso de pressão durante a relação. Quando fica ar dentro da camisinha, o risco de rompimento aumenta bastante.

É um detalhe simples, mas que faz diferença.

3. Escolher qualquer tamanho

Sim, tamanho importa quando o assunto é preservativo.

Uma camisinha apertada demais pode rasgar. Uma larga demais pode escapar no meio do sexo. E muita gente continua comprando “a primeira da prateleira” sem pensar no conforto ou no ajuste.

Hoje existem modelos anatômicos, ultrafinos, maiores e mais confortáveis justamente para melhorar a experiência.

4. Guardar na carteira por semanas

Ou meses.

Aquela camisinha esquecida no fundo da carteira, no carro ou no bolso pode sofrer desgaste por calor, atrito e pressão. Resultado: o material fica mais vulnerável.

E claro: conferir a validade continua sendo obrigatório.

5. Misturar com qualquer lubrificante

Esse erro é mais comum do que parece.

Lubrificantes oleosos — como hidratantes, óleos corporais, vaselina ou óleo de coco — podem enfraquecer o látex e aumentar as chances de rompimento.

Os mais seguros são os lubrificantes íntimos à base de água ou silicone.

6. Tirar antes da relação realmente terminar

Muita gente remove a camisinha antes do fim da relação acreditando que “o risco já passou”.

Não passou.

Além da ejaculação, outros fluidos liberados durante o sexo também oferecem riscos. E ainda existe a chance de vazamento na retirada se ela for feita de forma errada.

O problema quase nunca é a camisinha

Na maioria das vezes, a falha acontece por uso incorreto — não por defeito do produto.

E talvez essa seja a parte mais importante: usar camisinha direito não deixa o sexo menos prazeroso. Só evita que alguns minutos de empolgação virem uma dor de cabeça enorme depois.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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