O sexo acabou… e é exatamente aí que muita gente erra

O sexo acabou… e é exatamente aí que muita gente erra

Pesquisa revela qual atitude após o sexo faz toda a diferença na satisfação e na conexão entre o casal.

Quando o assunto é uma boa experiência sexual, a maioria das pessoas pensa imediatamente nas preliminares, no desejo ou no orgasmo. Mas uma pesquisa recente mostra que existe um momento igualmente importante — e que ainda é ignorado por muita gente: os minutos que vêm logo após a relação sexual.

Segundo um levantamento realizado pelo Sexlog, maior rede social de sexo e swing da América Latina, com mais de 4 mil participantes, 87% das pessoas acreditam que o carinho após o sexo fortalece a conexão entre o casal. Além disso, mais da metade dos entrevistados afirmou que esse momento é essencial para que a experiência seja realmente satisfatória.

Os dados mostram que o sexo não termina quando o orgasmo acontece. Para muitas pessoas, a forma como o parceiro ou a parceira age logo depois influencia diretamente a percepção sobre toda a relação.

O erro mais comum

A pesquisa também revelou quais comportamentos mais decepcionam após o sexo.

Entre eles estão pegar o celular imediatamente, levantar da cama sem dizer nada ou simplesmente agir como se aquele momento tivesse acabado de forma abrupta.

Essas atitudes podem transmitir desinteresse, afastamento ou falta de conexão emocional, mesmo quando a experiência sexual foi prazerosa.

Quase metade dos participantes afirmou já ter se sentido frustrada com a postura do parceiro ou da parceira logo após a relação, mostrando que pequenos gestos podem ter um impacto muito maior do que se imagina.

O que é o aftercare?

Cada vez mais conhecido, o termo aftercare descreve justamente os cuidados e demonstrações de afeto que acontecem depois do sexo.

Não existe uma regra. O importante é manter a conexão criada durante a intimidade.

Pode ser um abraço demorado, alguns minutos de conversa, um beijo, fazer carinho, permanecer deitado ao lado da outra pessoa ou simplesmente perguntar como ela está se sentindo.

Esses gestos ajudam a prolongar a sensação de bem-estar e reforçam o vínculo emocional entre o casal.

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A intimidade continua depois do orgasmo

Diversos estudos sobre comportamento e sexualidade vêm mostrando que a satisfação sexual depende de muito mais do que o desempenho durante a relação.

Sentir-se acolhido, desejado e respeitado também faz parte da experiência.

Isso explica por que tantas pessoas valorizam o chamado pós-sexo. Não se trata apenas de romantismo, mas de uma forma de demonstrar presença, cuidado e interesse pelo outro.

Pequenas atitudes fazem toda a diferença

Nem sempre é preciso fazer algo elaborado.

Desligar o celular por alguns minutos, trocar um abraço, conversar sobre a experiência ou simplesmente permanecer ao lado da pessoa já pode transformar completamente a percepção daquele momento.

No fim das contas, a pesquisa deixa um recado bastante claro: o orgasmo pode marcar o fim da relação sexual, mas não precisa marcar o fim da intimidade.

E talvez seja justamente aí que muita gente ainda esteja errando.

Fonte da pesquisa: Sexlog.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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