Pare de vender “safadeza” e comece a vender bem-estar

Pare de vender “safadeza” e comece a vender bem-estar

A Lovehoney entendeu algo que muitos lojistas brasileiros ainda não perceberam:
o consumidor moderno não quer sentir vergonha ao comprar um produto erótico.

Por isso, campanhas como o “Masturbation May” foram construídas muito mais como ação de bem-estar do que como publicidade sexual explícita.

Como funciona a campanha online da Lovehoney

A estratégia é simples — e extremamente eficiente.

Durante o mês de maio, a marca transforma o tema masturbação em um grande evento de consumo online.

A campanha inclui:

  • Descontos de até 50%;
  • Brindes grátis;
  • Kits promocionais;
  • Categorias específicas em destaque;
  • Banners leves e modernos;
  • E-mails com linguagem acolhedora;
  • Posts educativos nas redes sociais;
  • Conteúdos para iniciantes;
  • Recomendações personalizadas.

Mas o segredo não está na promoção.

Está na forma como tudo é comunicado.

A marca não vende vergonha

Ao entrar no site da Lovehoney, o consumidor não encontra aquela estética antiga de sex shop exagerado.

A comunicação parece mais próxima de:

  • Skincare;
  • Wellness;
  • Autocuidado;
  • Tecnologia premium.

Os produtos aparecem associados a:

  • Relaxamento;
  • Autoestima;
  • Prazer saudável;
  • Descoberta pessoal.

Isso reduz o constrangimento e aumenta a confiança na compra.

Conteúdo vira ferramenta de venda

Outro ponto forte da campanha é o conteúdo.

A marca publica:

  • Guias;
  • Artigos;
  • Tutoriais;
  • Dicas de uso;
  • Conteúdos sobre bem-estar sexual. (lovehoney.com)

A estratégia é inteligente:
a pessoa entra buscando informação…
e acaba comprando naturalmente.

O “brinde grátis” é parte da estratégia

A Lovehoney também usa muito a mecânica de brindes.

Comprou determinado valor?
Ganha um toy.

E isso tem um objetivo claro:
fazer o consumidor experimentar novas categorias.

Quando a experiência é positiva, aumentam:

  • Recompra;
  • Fidelização;
  • Ticket médio;
  • Curiosidade por outros produtos.

O que o lojista brasileiro pode aprender

O maior ensinamento da campanha é simples:

O mercado erótico internacional está deixando de vender apenas sexo.

Está vendendo:

  • Bem-estar;
  • Experiência;
  • Confiança;
  • Autocuidado;
  • Prazer sem culpa.

E quem continuar preso apenas ao humor vulgar e ao apelo explícito provavelmente vai perder espaço para marcas que entendem o novo comportamento do consumidor.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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