Sexshop Canadense Enfrenta Pentágono e Irrita Oriente Médio

Sexshop Canadense Enfrenta Pentágono e Irrita Oriente Médio

Uma história surreal, mas verdadeira.

Em janeiro de 2026, um dos episódios mais inusitados envolvendo relações militares, comércio internacional e sexualidade viralizou nas redes: o Departamento de Defesa dos Estados Unidos — mais comumente chamado de Pentágono — emitiu duas cartas formais de advertência a uma pequena loja erótica canadense por conta de… plugs anais que acabaram em território militar no Oriente Médio.

O caso envolve a Bonjibon, uma boutique sex shop de Toronto especializada em produtos eróticos. Seus fundadores ficaram surpresos ao receber ordens severas da autoridade militar americana após alguns de seus produtos terem sido entregues, por meio de caixas postais militares, a soldados norte-americanos estacionados na Base Logística da Marinha dos EUA no Reino do Bahrein.

O que aconteceu de fato

Bonjibon nunca enviou este tipo de produto diretamente ao Bahrein — ou ao menos isso foi o que a co-fundadora Grace Bennett explicou à imprensa. A prática da loja é enviar pacotes para PO boxes usadas por militares no exterior, que depois são encaminhadas para seus destinos finais.

No entanto, quando a documentação voltou para o depósito da empresa no Canadá, as cartas do Pentágono exigiam que a Bonjibon parasse de enviar “itens que poderiam causar dano corporal” ao país do Golfo, mesmo reconhecendo que essa é uma decisão que, tecnicamente, deveria ser tomada pelos próprios compradores — os militares.

Uma confusão diplomática com humor involuntário

O episódio rapidamente ganhou tom de sátira política e cultural: comentaristas observaram o absurdo de uma grande força militar central tentar controlar o fluxo de sex toys de uma pequena empresa estrangeira, ao mesmo tempo em que regulamenta centenas de outros itens proibidos em território estrangeiro, incluindo tabaco, videocassetes, produtos alimentícios e itens fabricados em países específicos.

Bennett disse que a equipe da Bonjibon levou a situação com humor — afinal, ninguém estava tentando minar a segurança internacional ou subverter leis locais por motivos políticos ou ideológicos. O problema, mais parece, surgiu de uma mistura de políticas militares rígidas, leis locais no Bahrein e um burocrático conflito de jurisdições.

Um reflexo de tensões maiores

Além do risível jogo de “proibir itens sexuais”, a reação do Pentágono aponta para um contexto mais amplo de políticas militares americanas que muitas vezes esbarram em costumes e legislações locais em áreas onde as tropas estão estacionadas. Países do Oriente Médio, como o Bahrein, têm normas restritivas sobre material sexual, e isso cria tensões — ainda que inusitadas — quando aliados ocidentais ou forças estrangeiras tentam conciliar práticas culturais e ambientais diferentes.

Criticamente, ninguém está sugerindo que esse caso vá desencadear uma crise diplomática, mas ele rapidamente se tornou um símbolo das maneiras bizarras pelas quais a burocracia militar pode se envolver em assuntos antes considerados pessoais ou triviais.

O debate que ficou

O episódio gerou reações diversas:

  • Para alguns, era mais um exemplo do excesso de zeladoria institucional – uma burocracia que quer controlar tudo, de itens de conforto a preferências pessoais.
  • Para outros, virou piada sobre a dissonância entre política externa, comércio e o senso comum de privacidade.

No fim, a Bonjibon respondeu com humor e continuidade nos seus serviços, enquanto observadores políticos destacaram que episódios assim são sintomas da complexidade das relações militares, diplomáticas e culturais no mundo globalizado.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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