O mundo da Fórmula 1 sempre foi sinônimo de potência, adrenalina e milhões. Mas nem todos que passaram por esse universo conseguiram manter o mesmo ritmo fora das pistas. A história de um ex-piloto ligado ao ambiente da F1 voltou a chamar atenção justamente por isso: depois de enfrentar dificuldades financeiras, ele teria reinventado sua trajetória apostando em uma marca de vibradores e produtos de prazer — uma virada tão inesperada quanto provocadora.
Quando o motor quebra, o prazer acelera
Após uma sucessão de negócios malsucedidos, o ex-piloto Robert Doornbos
decidiu seguir um caminho radicalmente diferente. Longe dos boxes, patrocinadores e contratos milionários, passou a atuar no mercado de produtos eróticos, com foco no desenvolvimento e comercialização de vibradores voltados ao prazer feminino.
O contraste é evidente: do ambiente duro, masculino e competitivo das corridas para um setor impulsionado por liberdade sexual, inovação, design e autonomia do prazer.
A marca: vibradores como negócio sério
A marca KIIRO criada por Doornbos rapidamente deixou de ser apenas uma curiosidade midiática. A empresa obteve tanto sucesso que foi reconhecida pela Forbes há cerca de dez anos, consolidando-se como um negócio relevante dentro da indústria adulta europeia. A sede foi estrategicamente instalada a poucos passos do Bairro da Luz Vermelha de Amsterdã, um dos epicentros históricos da sexualidade comercial no mundo.
A proposta era clara: transformar vibradores em objetos de desejo, unindo estética sofisticada, tecnologia de estimulação e posicionamento premium. Não se tratava de vender apenas um acessório íntimo, mas de criar uma experiência alinhada ao luxo, ao lifestyle e à inovação — conceitos que sempre estiveram presentes no imaginário da Fórmula 1.

Escândalo, visibilidade e estratégia
A associação entre um ex-piloto de automobilismo e a indústria de vibradores gera ruído, polêmica e manchetes fáceis. Mas, no mercado adulto, atenção é capital. A exposição ajudou a consolidar a marca e reforçou uma verdade conhecida por quem atua no setor: o mercado erótico cresce mesmo quando outros segmentos entram em colapso.
Enquanto negócios tradicionais quebram, o prazer segue resiliente, adaptável e altamente lucrativo.
Entre Amsterdã, Dubai e a Fórmula 1
Apesar de a empresa estar sediada na Holanda, o holandês Doornbos vive atualmente em Dubai com sua jovem família. Paralelamente aos seus empreendimentos na indústria adulta, ele mantém vínculo direto com o esporte que o projetou: atua como analista de Fórmula 1 para a Ziggo Sport, mostrando que sua relação com o automobilismo nunca foi totalmente rompida.
Essa dupla atuação — entre o universo técnico da F1 e o mercado do prazer — reforça o caráter singular de sua trajetória profissional.
Do fracasso financeiro à reinvenção sensual
Independentemente das controvérsias, a história revela uma realidade cada vez mais evidente: o mercado erótico deixou de ser marginal e passou a atrair empresários, investidores e profissionais vindos de setores improváveis.
Doornbos pode não ter construído uma fortuna duradoura nas pistas, mas sua aposta na indústria do prazer prova que sexo, quando bem posicionado, pode ser mais lucrativo do que velocidade.
Uma lição fora do circuito
Essa não é apenas uma história de falência ou escândalo. É uma narrativa sobre leitura de mercado, reposicionamento estratégico e coragem para entrar em um setor que muitos ainda subestimam.
No fim, a lição é simples e direta: motores quebram, mercados colapsam — mas o prazer continua acelerando.












