Quem diria? Antigas lanchonetes agora são sex shops.

Quem diria? Antigas lanchonetes agora são sex shops.

Quem passava pelas estradas do Reino Unido há alguns anos dificilmente imaginaria que antigas lanchonetes familiares dariam lugar a modernas sex shops. Pois foi exatamente isso que aconteceu com parte das unidades da tradicional rede Little Chef, que encerrou suas atividades e abriu espaço para um novo tipo de negócio.

A transformação chamou a atenção da imprensa britânica e revela uma tendência interessante: o mercado erótico continua encontrando novas formas de crescer, inclusive ocupando imóveis que antes pertenciam a marcas bastante conhecidas pelo público.

As antigas lanchonetes oferecem uma combinação difícil de encontrar nas grandes cidades: construções amplas, estacionamento, fácil acesso e localização em rodovias movimentadas. Para o varejo erótico, isso representa uma oportunidade de criar lojas confortáveis, discretas e capazes de receber consumidores que preferem fazer suas compras presencialmente.

Embora o comércio eletrônico tenha ampliado o acesso aos produtos eróticos, muitas pessoas ainda valorizam a experiência física. Ver os produtos de perto, conhecer os materiais, tirar dúvidas e receber orientação especializada fazem diferença, principalmente para quem está comprando pela primeira vez.

lanchonete-vende-sexshop Quem diria? Antigas lanchonetes agora são sex shops.

Essa mudança também mostra como as sex shops evoluíram. Há alguns anos, era comum encontrar lojas pequenas, escondidas e voltadas quase exclusivamente para conteúdos adultos. Hoje, muitas funcionam como verdadeiras boutiques de bem-estar íntimo, com ambientes claros, organização cuidadosa e atendimento consultivo.

O perfil do consumidor também mudou. Casais, solteiros, pessoas maduras e até clientes que nunca haviam entrado em uma sex shop passaram a enxergar esses espaços como locais para conhecer produtos voltados ao prazer, ao autocuidado e à qualidade de vida sexual.

No Brasil, essa transformação acontece há bastante tempo. O setor investe cada vez mais em lojas modernas, produtos com design sofisticado e atendimento qualificado, acompanhando uma mudança no comportamento do consumidor, que busca informação, segurança e uma experiência de compra sem constrangimentos.

A história das antigas lanchonetes britânicas mostra que o mercado erótico vai muito além dos produtos que vende. Ele acompanha as mudanças da sociedade, adapta seus canais de venda e transforma espaços tradicionais em ambientes voltados ao bem-estar íntimo. Quem diria que um lugar conhecido por servir café da manhã acabaria se tornando um destino para quem busca descobrir novas formas de prazer?

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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