“Toca uma pra mim”: Era só o que faltava, agora até guitarra faz gozar

“Toca uma pra mim”: Era só o que faltava, agora até guitarra faz gozar

O mercado erótico definitivamente perdeu o medo da zoeira.

Quando parecia que já tínhamos visto de tudo — vibrador em formato de batom, patinho, microfone e até controle gamer — alguém resolveu cruzar a linha do improvável e criou uma guitarra feita para dar prazer.

Sim.
Uma guitarra.

O nome do brinquedo já entrega o espírito da bagunça: G-String Guitar Grinder. E a proposta é simples: misturar humor, cultura pop, visual rocker e prazer em um único produto.

Resultado?
A internet surtou.

Parece instrumento musical… até você entender o que é

sex-ginder “Toca uma pra mim”: Era só o que faltava, agora até guitarra faz gozar

À primeira vista, o produto parece um objeto geek ou item de decoração de fã de rock. Mas bastam alguns segundos para perceber que aquilo não foi feito para tocar música.

Foi feito para “tocar” outra coisa.

E talvez seja justamente esse o segredo do sucesso: o fator surpresa.

Porque o toy não chama atenção apenas pelo prazer. Ele chama atenção porque faz as pessoas rirem, compartilharem e comentarem.

O produto praticamente nasceu pronto para viralizar.

guitar-sex “Toca uma pra mim”: Era só o que faltava, agora até guitarra faz gozar

O sex shop virou entretenimento

Durante anos, o mercado adulto vendeu produtos de forma séria demais ou vulgar demais.

Agora a lógica mudou.

Hoje, os toys querem parecer:

  • gadgets;
  • objetos de design;
  • itens de cultura pop;
  • acessórios divertidos;
  • peças instagramáveis.

O consumidor moderno não quer mais esconder o brinquedo no fundo da gaveta.

Ele quer mostrar.
Quer rir.
Quer comentar.
Quer mandar no grupo dos amigos dizendo:
“olha o nível que a humanidade chegou.”

O design virou mais importante que a vergonha

O que realmente impressiona é perceber como o mercado adulto está aprendendo a vender experiência e identidade — não apenas prazer.

A pessoa não compra só “um brinquedo”.
Ela compra:

  • a estética;
  • a curiosidade;
  • o meme;
  • o assunto;
  • o choque;
  • a experiência de dizer “eu tenho isso”.

E sinceramente?

Se até uma guitarra já virou sex toy, talvez o futuro do mercado erótico seja exatamente esse:
produtos cada vez menos parecidos com produtos eróticos.

Uma coisa é certa

Tem gente olhando para essa guitarra e pensando em rock’n’roll.

Mas tem muita gente olhando e pensando:
“ok… talvez eu queira testar só de curiosidade.”

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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