Um vibrador que toca música dentro do corpo? Sim, ele existe!

Um vibrador que toca música dentro do corpo? Sim, ele existe!

Imagine ouvir sua música favorita… não apenas com os ouvidos, mas com o corpo inteiro.
Foi exatamente essa ideia curiosa — e ousada — que deu origem ao Groove Thing, um dispositivo que mistura caixa de som Bluetooth e vibrador em um único produto.

Pode parecer estranho à primeira vista, mas o conceito chamou tanta atenção que virou destaque em veículos internacionais como a WIRED, referência mundial em tecnologia e inovação.

O que é o Groove Thing, afinal?

De forma bem simples:

O Groove Thing é um dispositivo que transforma música em vibração física. Ele funciona como um alto-falante Bluetooth conectado ao celular, mas em vez de apenas emitir som para o ambiente, ele transmite as ondas sonoras para um acessório vibratório, que pode ser usado no corpo.

Ou seja:

  • a música toca no celular,
  • o aparelho interpreta as frequências,
  • e o corpo sente essas vibrações diretamente.

Não é só o ritmo da batida — graves, variações e intensidade do som também influenciam a sensação.

Como ele funciona na prática

👉Link do video: https://www.youtube.com/watch?v=MFOF3KJTLPg

O funcionamento é bastante intuitivo:

  1. O dispositivo principal se conecta ao celular via Bluetooth.
  2. Você escolhe a música, playlist ou áudio que quiser.
  3. O som é convertido em vibrações físicas.
  4. Essas vibrações são transmitidas para um acessório acoplado ao aparelho.

Quanto mais grave e intensa a música, mais fortes tendem a ser as sensações. Na prática, é como se o corpo “sentisse” o som, em vez de apenas ouvi-lo.

Não é só um vibrador comum

Diferente dos vibradores tradicionais — que funcionam com padrões programados — o Groove Thing reage diretamente ao áudio.

Isso significa que:

  • cada música gera uma experiência diferente;
  • estilos musicais mudam completamente a sensação;
  • não existe uma vibração igual à outra.

Uma música eletrônica, por exemplo, provoca estímulos muito diferentes de uma faixa mais suave ou instrumental.

A proposta não é apenas prazer

Algo interessante destacado na matéria da WIRED é que o Groove Thing não foi criado apenas com foco em orgasmo. A ideia central é experiência sensorial. Segundo os criadores, o objetivo é unir:

  • som
  • vibração
  • corpo
  • emoção

em uma vivência que mistura tecnologia, música e sensação física. Por isso, o produto se posiciona mais como um item de sextech experimental do que como um brinquedo erótico tradicional.

E o que a WIRED achou do dispositivo?

O teste feito pela equipe da WIRED foi realizado com um protótipo — ainda longe da versão final de mercado. O modelo avaliado:

  • não tinha acabamento definitivo;
  • usava materiais temporários;
  • era tratado pela própria empresa como versão de testes.

Mesmo assim, o review destacou pontos importantes:

O que chamou atenção:

  • a ideia é realmente inovadora;
  • a sensação é diferente de tudo que já existe;
  • a conexão entre música e vibração funciona.

O que precisa evoluir:

  • o motor ainda gera ruído;
  • nem todas as músicas criam sensações agradáveis;
  • o produto depende muito da escolha sonora.

Ou seja: não é um gadget perfeito — mas é claramente algo novo.

Por que esse produto virou assunto mundial? Porque ele representa uma tendência clara do mercado global:

A união entre tecnologia, bem-estar e sexualidade. O Groove Thing faz parte de um movimento maior da indústria, que vem investindo em:

  • dispositivos conectados por aplicativo;
  • experiências personalizadas;
  • estímulos sensoriais além do toque;
  • integração entre áudio, vibração e interação digital.

Não é apenas sobre prazer — é sobre vivência.

Sucesso no financiamento coletivo

O interesse foi tão grande que o produto bateu recordes no Kickstarter, tornando-se um dos itens inseríveis mais financiados da história da plataforma. Isso mostra algo importante:
existe um público curioso, aberto à inovação e disposto a experimentar novas formas de sentir o corpo.

O que esse lançamento sinaliza para o mercado adulto

O Groove Thing deixa um recado claro:

O futuro do mercado erótico não está apenas em potência ou formato — mas em experiência. Tecnologia sensorial, integração com música, aplicativos, inteligência sonora e personalização devem ganhar cada vez mais espaço nos próximos anos. Mais do que brinquedos, os consumidores buscam vivências emocionais e sensoriais únicas.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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