Quem não entende as regras, perde alcance — e vendas
Durante anos, o Instagram foi o principal canal de crescimento dos sexshops e revendedores do mercado erótico. Bastava postar, interagir e vender.
Isso acabou.
Hoje, o mesmo Instagram que gera faturamento diário é também o que derruba contas sem aviso, reduz alcance e bloqueia anúncios.
Ainda assim, existe uma verdade que ninguém pode ignorar:
O dinheiro continua lá.
O problema não é estar no Instagram.
O problema é não entender como ele funciona para o mercado erótico.
O Instagram não odeia sexshop — ele odeia erro
Essa é a primeira verdade que o revendedor precisa aceitar.
O Instagram não persegue empresas eróticas por ideologia. Ele opera por algoritmo, palavras-chave, imagem e comportamento do perfil.
Quem não entende isso, vira alvo fácil.
Contas caem por motivos simples:
- uso de palavras proibidas
- imagens interpretadas como conteúdo sexual explícito
- hashtags erradas
- descrições mal escritas
- vídeos com foco genital
- links mal configurados
- repetição de termos sensíveis
- denúncias acumuladas
Na maioria das vezes, a conta cai sem nunca ter vendido nada ilegal.
Cai por desconhecimento.
O maior erro do sexshop é tentar parecer ousado demais
Durante muito tempo, o setor acreditou que precisava ser explícito para vender.
Hoje, isso é exatamente o que derruba contas.
O Instagram não quer ver:
- simulações de uso
- close em regiões íntimas
- palavras como “gozar”, “penetração”, “masturbação explícita”
- promessas sexuais diretas
- imagens sugestivas demais sem contexto educativo
Mas aceita perfeitamente:
- educação sexual
- bem-estar íntimo
- autocuidado
- prazer como saúde
- informação
- lifestyle
- relacionamento
- autoestima
Quem insiste no velho modelo perde alcance.
Quem evolui, vende.
O algoritmo não bloqueia prazer — bloqueia risco
O Instagram não analisa moral.
Ele analisa probabilidade de denúncia e violação de diretrizes.
Por isso:
- conteúdos educativos duram mais
- vídeos explicativos alcançam mais
- linguagem neutra protege a conta
- storytelling converte melhor
O mesmo produto pode ser apresentado de duas formas:
❌ “Esse vibrador faz você gozar intensamente”
✅ “Esse produto auxilia no estímulo do prazer íntimo”
O produto é o mesmo.
O risco, não.
O dinheiro continua no Instagram por um motivo simples
Apesar de todas as dificuldades, o Instagram ainda é:
- a maior vitrine digital do país
- a rede onde o consumidor pesquisa antes de comprar
- o principal canal de descoberta de produtos
- o espaço onde tendências nascem
- a plataforma que gera desejo
O consumidor pode até comprar pelo WhatsApp ou site, mas quase sempre conhece a marca pelo Instagram.
Quem não aparece ali, não entra no radar.
Alcance não caiu — ele ficou mais seletivo
Muitos lojistas dizem:
“Meu alcance morreu. ”
Na prática, o que morreu foi o conteúdo genérico.
O Instagram hoje privilegia:
- vídeos curtos e objetivos
- explicação clara
- autoridade
- repetição de tema
- consistência
- linguagem acessível
- conteúdo salvável
Postar foto de produto parado já não funciona.
O cliente quer entender:
- para que serve
- para quem é
- como usar
- por que comprar
- qual diferença ele traz
Educação virou gatilho de venda.
Quem entende as regras vende enquanto outros reclamam
Existe uma diferença clara hoje no mercado:
- quem reclama da censura
- e quem aprende a contorná-la
Enquanto muitos perdem contas, outros:
- crescem seguidores
- vendem diariamente
- constroem autoridade
- criam comunidade
- transformam conteúdo em faturamento
Não é sorte.
É estratégia.
Instagram não é loja. É vitrine.
Outro erro comum do sexshop é tratar o Instagram como catálogo.
Instagram não é lugar de vender direto.
É lugar de gerar desejo e confiança.
A venda acontece depois:
- no WhatsApp
- no link da bio
- no direct
- no site
Quem tenta vender o tempo todo cansa o algoritmo e o público.
Quem educa, converte.
O novo sexshop digital precisa entender isso
Hoje, sobreviver no mercado erótico exige:
- conhecimento das diretrizes
- linguagem adaptada
- posicionamento profissional
- conteúdo inteligente
- menos exposição e mais estratégia
Não se trata de censura.
Trata-se de jogar o jogo com as regras que existem.
Quem insiste em ignorá-las perde conta.
Quem aprende, vende.












