Alerta vindo da Suíça: Substâncias Tóxicas estão nos Brinquedos Sexuais

Alerta vindo da Suíça: Substâncias Tóxicas estão nos Brinquedos Sexuais

Alerta: Substâncias Tóxicas em Brinquedos Sexuais. A busca pelo bem-estar sexual e autoconhecimento tem levado cada vez mais pessoas a investir em brinquedos íntimos. No entanto, o que deveria ser apenas sinônimo de prazer e relaxamento pode, em alguns casos, esconder um perigo invisível para a sua saúde. Um recente alerta vindo da Suíça reacendeu um debate extremamente importante: você sabe exatamente do que são feitos os seus sex toys?

O Caso na Suíça e o Alerta em Sexshops

Uma reportagem recente publicada pelo portal suíço Zentralplus trouxe à tona uma realidade preocupante: substâncias nocivas foram encontradas em diversos brinquedos sexuais, afetando inclusive prateleiras de sexshops na cidade de Lucerna.

O artigo relata como produtos contendo altos níveis de componentes tóxicos acabam burlando algumas fiscalizações e chegando às mãos dos consumidores, mostrando que esse é um problema global — presente até mesmo em países conhecidos por terem regulamentações sanitárias rígidas.

Você pode ler a reportagem original completa (em alemão) acessando este link: Schadstoffe in Sextoys – auch Luzerner Filiale betroffen.

Qual é o verdadeiro perigo desses materiais?

Muitos brinquedos no mercado — especialmente aqueles muito baratos, sem marca reconhecida ou vendidos em marketplaces de importação direta — são fabricados com materiais como PVC, borracha TPR ou o famoso “Jelly” (aquela textura de geleia).

Para que esses plásticos duros se tornem macios e flexíveis, os fabricantes adicionam produtos químicos conhecidos como ftalatos e outros plastificantes (weichmacher). O grande problema é que essas substâncias são consideradas desreguladores endócrinos.

As mucosas do nosso corpo (como as da região íntima) são altamente absorventes. Durante o atrito e o uso, aliado à temperatura corporal, esses ftalatos e plastificantes podem ser liberados e migrar diretamente para a corrente sanguínea. A longo prazo, isso pode causar:

  • Reações alérgicas e irritações locais;
  • Desequilíbrios hormonais;
  • Alterações na flora íntima, facilitando infecções.

4 Dicas para escolher Brinquedos Seguros (Body-Safe)

A notícia da Suíça serve como um alerta para checarmos as nossas próprias gavetas. Para garantir que o seu momento íntimo seja seguro, siga estas dicas na hora da compra:

  1. Aposte no Silicone de Grau Médico: Este é o material “padrão-ouro” no mercado adulto. O silicone verdadeiro não é poroso (ou seja, não acumula bactérias), não contém ftalatos, pode ser fervido para higienização e é totalmente inerte em contato com o corpo.
  2. Cuidado com o cheiro: O silicone puro é inodoro. Se você abrir a embalagem de um brinquedo novo e ele tiver um cheiro muito forte de plástico, pneu ou produtos químicos, desconfie e evite o uso.
  3. Outros materiais 100% seguros: Além do silicone, você pode investir tranquilamente em brinquedos feitos de Plástico ABS (duro e brilhante), Vidro Borossilicato e Aço Inoxidável. Todos são fáceis de lavar e livres de toxinas.
  4. Compre de lojas confiáveis: Invista um pouco mais em marcas que possuam transparência sobre a sua cadeia de produção e que emitam selos de qualidade “Body-Safe” (seguro para o corpo) ou “Phthalate-free” (livre de ftalatos).

O Barato Pode Sair Caro

A nossa saúde íntima é delicada e merece respeito. Casos como o relatado pelo Zentralplus nos lembram que a qualidade e a procedência devem estar em primeiro lugar na hora de escolhermos produtos que entram no nosso corpo.

Quer saber mais sobre o caso? Confira os detalhes da investigação na Suíça direto na fonte: https://www.zentralplus.ch/gesellschaft/schadstoffe-in-sextoys-auch-luzerner-filiale-betroffen-2843361/

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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