A IA entrou no quarto — e está mudando tudo o que sabemos sobre sexo

A IA entrou no quarto — e está mudando tudo o que sabemos sobre sexo

Tendências em Sexualidade para 2026: a IA entra de vez na vida íntima

A forma como nos relacionamos com o prazer está mudando — e rápido. Se antes tecnologia e sexualidade pareciam mundos distantes, em 2026 essa separação praticamente deixa de existir. A inteligência artificial começa a ocupar um espaço cada vez mais natural na vida íntima, influenciando desde flertes e encontros até fantasias e autoconhecimento.

Uma pesquisa internacional apresentada pelo Corriere della Sera revela que o futuro do sexo passa, inevitavelmente, pela tecnologia — mas também por bem-estar, autoestima e liberdade de escolha.

A inteligência artificial chegou ao quarto

Para muita gente, a IA já faz parte da rotina. O que surpreende é como ela está sendo usada quando o assunto é intimidade. Segundo o levantamento, 6 em cada 10 pessoas no mundo já recorreram à inteligência artificial para temas ligados à vida sexual.

Entre os países europeus, os números chamam atenção: Espanha lidera com 81%, seguida por Itália (71%) e França (70%). Ou seja: falar sobre sexo com tecnologia deixou de ser tabu.

Na prática, a IA tem sido usada para coisas simples — e muito humanas:

  • pedir conselhos sobre encontros e comunicação;
  • ganhar segurança antes de um date;
  • criar fantasias, roteiros e jogos de sedução;
  • entender melhor desejos e limites.

Nada muito distante do que antes se fazia com amigas, revistas ou fóruns online — apenas com ferramentas mais rápidas e personalizadas.

Mais confiança, menos insegurança

Entre os italianos, por exemplo, 22% afirmam que a IA ajuda a aumentar a autoconfiança antes de um encontro. Para muitos, conversar com uma ferramenta digital reduz a ansiedade, ajuda a organizar pensamentos e até melhora a comunicação com o parceiro.

Homens tendem a buscar ideias e estímulos. Mulheres, por outro lado, usam a tecnologia principalmente como apoio emocional — para se sentirem mais seguras, confortáveis e donas do próprio desejo.

A tecnologia, nesse contexto, não substitui relações humanas. Ela funciona como um meio de apoio, orientação e descoberta.

Sexo, corpo e bem-estar caminham juntos

Outra tendência forte para 2026 é a conexão entre prazer e saúde física. A pesquisa mostra que 72% das pessoas acreditam que o condicionamento físico melhora o desempenho sexual.

E mais: 44% enxergam o sexo como parte da rotina de exercícios — tão importante quanto caminhar, treinar ou alongar.

O prazer deixa de ser apenas um momento isolado e passa a fazer parte de uma visão mais ampla de autocuidado, autoestima e equilíbrio emocional.

Gerações mais jovens lideram a mudança

O uso da IA na vida íntima é ainda mais comum entre os jovens:

  • 41% da Geração Z
  • 31% da Geração Y

Para essas gerações, tecnologia não é novidade — é linguagem natural. Aplicativos, assistentes virtuais e recursos inteligentes fazem parte da vida afetiva da mesma forma que redes sociais e mensagens instantâneas.

O resultado é uma sexualidade mais falada, menos escondida e muito mais baseada em informação e escolha consciente.

Menos tabu, mais conversa

O que os dados mostram é claro: a sexualidade de 2026 será menos silenciosa e mais dialogada. A inteligência artificial surge como uma ferramenta que facilita conversas difíceis, amplia o repertório afetivo e ajuda pessoas a se conhecerem melhor.

Não se trata de substituir relações reais, mas de criar pontes — com mais informação, menos vergonha e mais autonomia sobre o próprio prazer.

O futuro do sexo é tecnológico — e humano

Se existe algo que essas tendências deixam evidente é que o futuro da sexualidade não é frio nem artificial. Pelo contrário: ele é profundamente humano.

A tecnologia entra em cena para apoiar, orientar e libertar — não para controlar. Em 2026, falar de prazer é também falar de bem-estar, autoestima, saúde emocional e liberdade.

O sexo do futuro não será apenas conectado.
Será consciente, informado e, acima de tudo, mais verdadeiro.

Publicitária, consultora e especialista no Mercado Erótico, escritora e empresária. Atua no setor erótico brasileiro desde o ano 2000. Presidente da ABIPEA – Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto, é autora de 28 livros de negócios e sobre produtos eróticos para consumidores. Entre 2010 e 2017, presidiu a ABEME – Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico.Citada em mais de 100 teses universitárias e livros de sexualidade, desenvolve e projeta produtos eróticos e cosméticos sensuais para os maiores players do mercado. Criadora, em 2006, do primeiro seminário de palestras para empresários do setor, é apoiadora e presença constante nos mais importantes eventos eróticos do mundo.Idealizou o Prêmio Mercado Erótico, que desde 2016 reconhece empresas, inovações, produtos e iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da indústria. É fundadora e coautora do portal MercadoErótico.org.

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